sábado, 1 de julho de 2017

Esse teu sorriso, meu bem,
Mexe comigo.
Faz parecer que o mundo todo para,
Só para eu poder te olhar.

Meu bem, você me faz tão bem,
Faz os dias de chuva parecerem perfeitos,
Faz do teu peito o meu lugar favorito,
Faz da tua voz uma sinfonia de Bach,
Faz dos teus olhos, esses olhos, perfeitos!
A cura para a minha incurável loucura.

Ah, meu bem, se tu soubesses
Como os dias passam devagar quando não estás aqui, para cantar esse dueto comigo.
Para ler esses poemas tristes sobre tua falta,
E os poemas alegres sobre a tua chegada.

Meu bem, não te esqueças, nem por um segundo,
Quando chegar, prepararei a sua xícara de chá.
E poderemos dançar nossa valsa,
Apesar de ser carnaval lá fora.
E então sairemos de mãos dadas, pelo mundo afora.

Coloque, então, aquele vinil na vitrola
E enquanto a música toca,
Te confessarei segredos baixinhos,
Enquanto estamos aninhados no sofá da sala.

Podemos sair também.
Passear pelas ruas da capital.
Sentir o vento do Porto nos enche de alegria.
Compraremos livros nos sebos,
Tomaremos café na padaria do Centro,
E, no fim do dia, olharemos o pôr do sol lado a lado
Como os outros casais apaixonados.

Meu bem, não diga mais nada.
Tudo o que precisamos dizer já foi escrito,
Nas entrelinhas deste poema.
E trocaremos somente olhares e sorrisos,
Deixando, assim, o nosso amor, do nosso jeito favorito...
Subentendido.

Duda Fagundes

Nenhum comentário:

Postar um comentário